sábado, junho 6

A dificuladade na aprendizagem Matemática

A trajetória escolar pautada em princípios mecânicos, repetitivos e excludentes parece contribuir para a constituição de crenças, concepções e vínculos negativos com a Matemática. Os estudos revelam também, que muitas vezes, as crenças, concepções sobre a Matemática, e o ensinar e aprender Matemática permanecem inabaladas até o final do curso de formação inicial. Assim, modificar as concepções dos alunos “implica conhecer e viver uma forma diferente de saber matemática, de fazer matemática, de aprender e de ensinar matemática”. (Serrazina, 2000, p.16)
Acreditamos que o aluno possa (re)significar os conceitos aprendidos de forma mecânica, em sua vida escolar, à medida em que vivencie, em sala de aula, atividades problematizadoras que possibilitem compreender a natureza e finalidades da matemática numa abordagem histórica e cultural; que favoreça a aprendizagem significativa dos conceitos matemáticos; a investigação de novas abordagens metodológicas e avaliativas e a reflexão sobre a Matemática e seus processos de ensino e aprendizagem. Segundo Serrazina (2000), através da reflexão das atividades que vivenciam, analisam, observam, é que os alunos vão adquirindo novos conhecimentos, relacionando-os com os que já possuem. (p.18)
Nem todos os alunos apresentam o mesmo desempenho escolar em matemática. Sabemos que o processo de ensino e aprendizagem de cada indivíduo é bastante complexo e nele intervêm inúmeros fatores, podendo apontar as categorias intrapessoais (fatores internos do aprendiz) e situacionais (fatores presentes na situação de aprendizagem), como destacam Ausubel e outros teóricos da aprendizagem. O processo de aprendizagem é intrinsecamente idiossincrático, ou seja, de que cada indivíduo reage diferente quando é colocado em qualquer situação.

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